Gabriela Buti Zaccagnini
Resumo:
A análise bioenergética,
graças ao “insight” (critério) de A. Lowen, colocou no centro
do processo terapêutico o self “si próprio” do corpo, dando ênfases
aos aspéctos relacionados ao processo e ao relacional.
Os estados afetivos são a essência da experiência bioenergética
com a qualidade emotiva corporal que os caracteriza.
Uma comunicação completa com os estados afetivos presentes no
“ aqui e agora” é o primeiro escalão que a análise bioenergética
propõe.
O objetivo é o crescimento do “sistema pessoa”, melhorando sua funcionalidade
em relação com o meio ambiente, isto se dá com a reorganização
do self corporal.
(Traducido por Silvina Perrotta)
Alguns aspéctos do desenvolvimento do corpo e da indentidade.
Imaginário Analítico da Psicoterapia Corporal.
Jorg Clauer
Resumo:
Meu trabalho oferece um contacto
de suporte que permite ao corpo entregarsse e especialmente confiar o peso
dos próprios ossos ao terapeuta. Os clientes podem aprender a confiar
em um terapeuta que não lhes exige nada. Ao mesmo tempo a confiança
no processo e as própiras emoções que vão surgindo
junto com as
reações do corpo, permitem que se desenvolvam até um
ponto em que o terapeuta esteja familiarizado com sua própria consciência,
suas emoções e as reações em seu corpo. As reações
dos terapeuta estão relacionadas com a transferência; sua percepção
e sua utilização podem ser de muita ajuda para o processo terapêutico.
Desta maneira, um profundo enraizamento se desenvolve e ajuda o cliente a
confiar em sua própria existência orgânica. Por exemplo,
no direito de ser, estar cômodo com seus próprios sentimentos
e emoções e o próprio prazer de estar vivo. A partir
deste contacto, o menino interno do cliente tem uma base nutritiva para
um maior crescimento, para o desenvolvimeno e experiência do "
si próprio " (self) o processo terapêutico e na vida.
Em um nível metapsicológico,
o trabalho cria uma oportunidade de estar em contacto e desenvolver o núcleo
do "si próprio" e a subjetividade do "si próprio",
isto de acordo com Dr. Stern (1992). Começando com uma experiência
confiável do núcleo " si próprio " e da subjetividade
do " si próprio ", começam normalmente a aparecer
fantasias e símbolos, como no desenvolvimento de uma criança.
Finalmente isto nos permite uma maneira de integrar a intersubjetividade das
relações humanas no mundo extrerno do discurso, por exemplo:
viver neste mundo com um "si próprio" comunicativo e enraizado
que aproveita a vida.
(Traducido por Silvina Perrotta)
A importância das relações em Análise Boenergética
Robert Hilton
Resumo:
Este texto começa com a trágica história de uma menina de 7 anos. Sua mãe e três terapeutas tentatan o uso da técnica de Renascimento com ela. A menina se sufocou e faleceu.
Sua mãe, bem como os terapeutas,
tinham boas intenções. O problema foi que eles estavam tão
preocupados em ajudá-la e serem amados por ela, que não viram
quem era ela e a profundidade de seu trauma.
Este artigo nos convida a olhar novamente nossas motivações
ao fazer terapia em geral e terapia orientada ao corpo em particular. Enfatiza
a grande importância das relações em todas as interações
terapêuticas.
A importância do
contacto bioenergético na relação mãe-filho para
a prevenção da patologia e promoção da saúde.
(Traducido por Silvina Perrotta)
A Importância do Contato Bioenergético na Relação
Mãe/Bebê, na Prevenção da Patologia e na Promoção
da Saúde.
Silja Wendelstadt
Resumo:
Este artigo se basea no que W. Reich entende sobre o que é um recém-nascido
sau-
dável e do funcionamento de seu sistema criativo energético,
o qual fora de suas pró-prias fontes, vai realizar contacto bioenergético
( ou seja, relações afetivas ) com sua mãe, e estimulando-la
para que responda `a suas próprias necessidades. O objetivo da educação
da saúde deve ser remover qualquer obstáculo no desenvolvimento
desta produtividade natural de energia biológica e prevenir o encoraçamento
no começo da vida, através de um contacto pulsatório
vital entre o recém-nascido e quem lo cuida.
As investigações modernas sobre os recém-nascidos confirmam que a empatia no cui-dado do bebê afeta não somente o desenvolvimento saudável desse recém-nascido como também as conexões neurológicas no cérebro.
Na Itália e Alemanha
se formaram centros para “Primeiros Auxílios Emocionais” para pais
e filhos em crises. O programa destes centros está baseado no último
trabalho de W. Reich, que foi ainda mais desenvolvido por sua filha Eva Reich.
(Traducido por Silvina Perrotta)
Liberando os sentimentos a partir de liberar a voz. Abrindo o seguimento oral na psicoterapia corporal. Segundo um conceito de Kristin Linklater
Thea M. Mertz
Resumo:
O tema deste artígo é o seguimento oral com suas múltiplas funções no nível primário ( respiração, alimentação ) e no nível secundário ( a produção da voz, o contacto ). Representa um sistema complexo com atividades voluntárias e involuntárias.
Devido a um intercâmbio intenso com o diafrágma, a respiração e a qualidade da voz como também a liberação de sentimentos, dependem da abertura e flexibilidade deste órgão de controle do corpo humano.
Este trabalho apresentado
provê ferramentas muito efetivas para liberar o canal da voz, com o
resultado de abrí-la e possibilitar o fluido inibido dos sentimentos.
(Traducido por Silvina Perrotta)
Crianças ainda não nascidas: seus traumas e consequências
Geoffrey Whitfield
Resumo:
Esta contribuição indica uma possibilidade real para a origem do mal funcionamento humano, quando considerada a experiência de uma criança ( feto) no ventre da mãe.
Durante o período da gestação,
essa criança ainda não nascida, está aberta e sem defesa
alguma diante do mundo emocional da mãe, sendo esse bom ou mal.
Caso a mãe grávida esteja tendo correntes emocionais, então
esse feto não está protegido, e por isso experiencia essas emoções,
seja de muito amor ou exatamente o oposto, passando por todas as gamas intermediárias.
Quando o feto recebe um "efeito umbilical negativo" da mãe, ele experimenta uma séria aflição sem proteção alguma e o stress será severo.
Mais tarde na vida, uma resposta inteligente seria assegurar-se que que a experiência de vulnerabilidade não se repetirá. Dessa forma a pessoa será defensiva de várias formas para proteger a si mesma.
Assim mesmo, essa pessoas desenvolverão certos comportamentos para antecipar uma futura exposição sem proteção alguma. Por exemplo, a melhor defesa é o ataque. Há inteligencia, apesar de contraproducente, atrás de um comportamento agressivo. Muitas formas de comportamento de busca de controle e poder, buscam a certeza de que o que lhes faltou dentro do ventre materno não se repetirá.
As considerações do que foi citado acima podem servir aos terapeutas que trabalham muito próximo aos significados atrás das resistências.
Essa apresentação esta dirigida aos terapeutas, mas também a todos aqueles que trabalham com o cuidado pré-natal.
O parto também
é considerado importante, mas não nos referimos a ele nessa
contribuição.
(Traducido por Silvina Perrotta)
C.G. Jung, O corpo e a Terapia Psico-Corporal.
Robert C. Ware
Resumo:
Em l939 Jung escreveu uma carta curta ao Dr. S. na Alemanha. Ao começo de minhas reflexões sobre C. G. Jung, o corpo e a psicoterapia corporal; gostaria de citar uma o-ração desta carta. Escreveu Jung:
“O inconsciente é amplamente
idêntico ao sistema nervoso simpático e parasimpático,
que são os correspondentes fisiológicos `a oposição
estrutural entre os conteúdos do inconsciente.”
(Jung l972/3, Vol. I, p. 3)
Seria esta correspondência e identidade extendida nada mais do que um mal entendido mecânico-biológico da época , quando a busca do científico foi uma base material da realidade psíquica? Ou podemos hoje cheios de significado, unirmos `a problemática de Jung para postular uma fundamental unidade psico-física, ou “psychoid”, e soma (corpo).
Já em l895 Freud havia postulado em seu “Entwurf einer Psychologie” ( Conceito para uma psicologia ) um “sbstrato orgânico” da psique, a qual ainda hoje segue sendo discutida.
Por outro lado, nos anos recentes
a discussão psicoanalítica sobra a relação corpo
e
psique reapareceu, inclusive com maior atualidade. Minhas próprias
considerações são mais clínicas e orientadas à
prática. Deveria introduzí-las com três exemplos concretos:
“Desde os sonhos à Psicoterapia-Corporal”. Logo seguem algumas reflexões
teóricas sobre “A Unidade Psicosomática do corpo do “si próprio”
segundo a perspectiva Junguiana.
E finalizo a primeira
parte do meu artigo com “Crítica a prática Junguiana”. Na segunda
parte baseando-me em minha própria experiência como terapeuta
Junguiana e psicoterapeuta Analista Bioenergético, eu proporia algumas
desconsiderações: “Possibilidades para a Psicoterapia Corporal”
com respeito à linguagem corporal e `a leitura do corpo também
chamadas “memórias do corpo”,toque e movimento em terapia.
(Traducido
por Silvina Perrotta)